O Sujeito Contemporâneo e a Realidade Virtual

A internet nos trouxe ganhos inimagináveis em muito pouco tempo: transmissão de  informações que favorecem o desenvolvimento técnico e científico, acesso direto a bancos de dados importantes com informações preciosas para os nossos estudos nas nossas áreas de interesse, resgate de amizades aparentemente perdidas na nossa infância, agilidade do noticiário (o que acontece do outro lado do mundo pode ser acompanhado em tempo real), abrangência das campanhas de toda natureza, que alcançam mais rapidamente o maior número de pessoas no menor tempo.

Temos a necessidade de buscar respostas sobre o desejo de saber como as novas formas de relacionamento ocupam a nossa vida. Como será que este jeito novo de comunicar nas redes sociais funciona dentro da gente? Como a mídia afeta as relações do cotidiano?

Estaríamos escamoteando a nossa subjetividade e cerceando a nossa capacidade de refletir e enfrentar as vicissitudes impostas pelo dia a dia?

Vivemos na sociedade da internet, do espetáculo e do hiperconsumo, que põem em risco a nossa subjetividade e nossa individualidade. As empresas de telefonia nos bombardeiam oferecendo vantagens se as contratarmos. Entre outras coisas, nos dão um celular recém-lançado, utilizando os nossos pontos velhos e assumindo uma dívida nova em 24 meses.

Se tivéssemos mais maturidade, deveríamos renunciar à satisfação dos nossos desejos, assim diz o que está escrito nos cânones da psicanálise (Freud [1920], 1969). Será que resistir à aquisição de um celular novo seria saber lidar melhor com a castração e com o desamparo frente às redes sociais e à nova cultura? Somos educados para seguir o princípio da realidade e ignorar o princípio do prazer (Bocca, 2019).

Não há dúvidas de que os desejos dos novos tempos são tratados como necessidades que se satisfazem a cada lançamento de um equipamento ultramoderno, criando ilusões de felicidade, bem-estar e completude. E os desejos inconscientes são substituídos pelas exigências de consumo que favorecem as demandas de identificação (Pimentel, 2000; Pimentel et al., 2016).

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